Família Anfitriã

Servir de anfitriões a um estudante estrangeiro é um desafio, mas também uma oportunidade de compartilhar com uma pessoa jovem e de cultura diferente esperanças e ambições, durante parte de um ano letivo. Não obstante toda a orientação recebida em seu Clube, o estudante chega como um estranho em terra estrangeira. A diferença lingüística constitui a prova. Talvez seja a primeira vez que ele se separa da família por um período tão prolongado. É um encontro de culturas, mentalidades, costumes e idiomas diferentes. O desafio da família anfitriã é integrar esse jovem, ajudá-lo a superar as dificuldades e os problemas, fazendo-o sentir como se estivesse em casa. 

A família selecionada para hospedar um estudante estrangeiro deve manter o contato com o mesmo, exprimindo a alegria em recebê-lo e prestando todas as informações necessárias, como clima, tipo de roupa, constituição da família, etc. É aconselhável que os pais anfitriões recebam o jovem por ocasião de sua chegada à cidade.

Se for mulher, receba-a com flores. Confeccione um pequeno cartaz, desejando-lhe boas-vindas. Chegando em casa, ele deve ser apresentado aos membros da família e levado ao local que lhe foi designado. É importante lembrar que dentro de 30 dias após a chegada do estudante estrangeiro, será necessário levá-lo à Polícia Federal mais próxima para efetuar o registro de entrada no país.

Documentos necessários para registro de estrangeiro:
– Formulário DPF 154
–  2 fotos 3 x 4, recentes, fundo branco, de frente
–  Pedido de Visto Consular em original
–  Xerox autenticada em A4 do Passaporte, somente folhas utilizadas ou cédula de identidade
–  Recolhimento da taxa no Banco do Brasil GAR/FUNAPOL, Código da Receita: 008-6, Código da Unidade Arrecadadora do DPF: 056-6
–  Recolhimento da taxa no Banco do Brasil GAR/FUNAPOL, Código da Receita: 012-4, Código da Unidade Arrecadadora: 056-6

 

Após um período de descanso da viagem e alguns dias de ambientação, devem ser mostrados ao estudante alguns pontos de ajuste no novo ambiente como responsabilidades individuais pelas tarefas de casa e a rotina do dia-a-dia. O jovem deve ser tratado como se fosse um filho. Após os primeiros dias, quando tudo é ainda novidade, o estudante poderá se sentir num país estranho e começar a sentir saudade e solidão. Esta situação poderá ser devastadora e traumática, principalmente se o jovem for muito sensível. Nesses momentos, a família anfitriã e o Conselheiro desempenham um importante papel. A melhor solução é um programa cheio de atividades e o contato com alguém que fala a sua língua natal. A responsabilidade da família anfitriã pode ser resumida em poucos preceitos:

?  Receber o jovem estudante de coração aberto
–  Fazer com que ele se sinta em casa
–  Tratá-lo como membro da família, atribuindo-lhe responsabilidades equivalentes aos dos outros membros da família

?  Ajudá-lo nos momentos difíceis e respeitar a sua cultura. Desde o começo exponha claramente as regras para o intercambista, dizendo o que pode e o que não pode fazer. Saiba dizer não, porque ele deve ser tratado como um filho. Não o deixe fazer coisas que você não deixaria seu filho fazer. Explique os hábitos e as normas da casa e da família. Se interesse por sua vida, procurando conhecer suas atividades, inclusive as escolares.

Despesas e Obrigações das Famílias

7.1 – Para fazer face às despesas com a conquista de vagas no Exterior e a manutenção do Programa, no que se refere às despesas de: comunicações (portes, faxes, telefones, E-mail), participação em eventos nacionais e internacionais, material de expediente, secretaria, processamento de dados, etc., são cobradas de cada candidato às taxas seguintes:  
7.1.1 – US$ 150,00 (cento e cinquenta dólares americanos/câmbio comercial)) como taxa de inscrição no Programa, para participação da seleção, para todo distrito 4490, a mesma será exigida no ato da inscrição, comprovando o depósito, conforme o item 5.8 desta circular;  
7.1.2 US$ 250,00 (duzentos e cinquenta dólares americanos/câmbio comercial) a serem pagos pelos candidatos aprovados (não inclui, nesse momento, os suplentes), quando da entrega do Application Form;  
7.1.3 – US$ 500,00 (quinhentos dólares americanos/câmbio comercial), tão logo seja confirmada a vaga, através da recepção do respectivo “Guarantee Form”, pela Comissão Distrital;  

7.2 – As importâncias de que tratam os itens 7.1. 1 e 7.1.2 não serão devolvidas, pois serão utilizadas nas despesas de manutenção do Programa e na conquista de vagas no Exterior;  

7.3 – As importâncias de que tratam o itens 7.1.3 será devolvida, no caso de haver cancelamento de vaga por parte de algum Distrito do Exterior;  

7.4 – No caso de desistência por parte do candidato, não haverá devolução de qualquer importância, recebida pelo Programa; 

7.5 – Além das despesas mencionadas no item 7.1, as famílias deverão arcar com as seguintes obrigações e despesas:  
7.5.1 – Responsabilizar-se por um intercambista estrangeiro durante todo o período em que ele permanecer no Brasil; Obs.: caso o intercambista retorne ao seu país de origem, antes do término do período, a família assumirá a obrigação prevista no item 7.5.6 – em relação ao período restante. 
7.5.2 – Indicar 3(três) famílias voluntárias, do seu círculo de parentes ou de amizades, para receber o intercambista por 3 (três) ou 4 (quatro) meses, em cada família, dando-lhe alimentação, produtos de higiene, remédios de urgência, pequenas viagens e tudo aquilo que seu (a) filho estaria recebendo em sua casa;  
7.5.3 – Providenciar a matrícula do intercambista estrangeiro, em um estabelecimento de Ensino Médio, de nível semelhante aos de seus filhos e pagar todas as despesas mensais respectivas (incluindo também livros,                   uniforme e material escolar);  
7.5.4 – Arcar com as despesas do deslocamento do intercambista no percurso casa/colégio/casa;  
7.5.5 – Prover mensalmente, durante o período de 12 (doze) meses, o intercambista de uma mesada de R$ 260,00 (duzentos e sessenta reais) que deverá ser recolhida ao Rotary Club, que estará patrocinando a viagem do intercambista brasileiro, até o dia 05 de cada mês, cabendo ao Clube fazer o pagamento ao intercambista estrangeiro na primeira reunião do mês seguinte; 
7.5.6 – Aquelas famílias que não forem designadas, pela Comissão Distrital, para responsabilizar-se por um intercambista estrangeiro, ficarão obrigadas a recolher, durante 12 (doze) meses, a importância de R$ 900,00 (novecentos reais) /mês, valor este correspondente à mesada e à mensalidade de um colégio para um intercambista estrangeiro. Este valor deverá ser entregue à comissão em 12 cheques pré-datados, DURANTE A REUNIÂO DE TREINAMENTO NA CONFERÊNCIA EM FORTALEZA EM MAIO /2016.  
7.5.7 – Providenciar e pagar a taxa da carteira de identidade de estrangeiro na Polícia Federal. Caso a família não providencie essa carteira, no prazo estabelecido pela polícia Federal, deverá assumir todos os custos decorrentes desse atraso. 
7.5.8 – Cumprir todos os compromissos assumidos, descritos nas cláusulas 7.5.1 a 7.5.7, notadamente o de pagamento da mensalidade escolar e da mesada, mesmo em caso de retorno antecipado do seu filho (outbound) por motivo de qualquer ordem, não sendo imputada qualquer responsabilidade ao Programa de Intercâmbio Internacional de Jovens do Rotary Internacional.  
7.5.9 – Providenciar seguro saúde e seguro de vida para o intercambista outbound bem como comprar sua passagem aérea (ida/volta);

7.5.10 – Responsabilizar-se por todos e quaisquer compromissos financeiros assumidos por seu (sua) filho (filha) durante o intercâmbio, ficando o Rotary International, o Distrito 4490, o clube patrocinador e o Programa de Intercâmbio de Jovens isentos de qualquer obrigação de ressarcimento.